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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

História de um campeão - Sandro de Juazeirinho

HISTÓRIA DE UM CAMPEÃO


Sandro de Juazeirinho foi aluno de Lelo Pereira na escolinha de futebol, mas em 1998 foi até a cidade de Juazeiro fazer um teste na equipe profissional que disputava o campeonato baiano, foi por intermédio de uma tia que mora na cidade.

Após o teste ficou atuando no Juvenil e teve o prazer de atuar ao lado de Daniel Alves em duas temporadas (juvenil e Junior), “ Daniel foi para o Bahia antes de atuar no profissional do time, mas desde novo era um jogador espetacular” falou Sandro.

Sandro ficou no Juazeiro até 2004, mas nesse período foi emprestado para o Além Paraiba / MG e logo no inicio de sua carreira fez uma cirurgia no joelho, voltou a atuar e conquistou o campeonato do Interior em 2001 e novamente se machucou  e passou 3 anos parado em recuperação. “Não dei muita sorte, as contusões sempre estiveram do  meu lado (risos)”.

Em 2006 chegou no Colo Colo de Ilhes onde foi marcante para a curta carreira do atleta, ele conquistou o Campeonato Baiano em cima do Vitória. “ foi muito bom essa conquista, ser campeão baiano no Vitória e no Bahia não é dificil , difícil é ganhar o baianão em um time do interior, olhe quando a gente ganhou tinha 36 anos que um time do interior tinha ganhado” falou o meio campista.

Colo Colo de 2006
CLUBES QUE SANDRO JÁ ATUOU

-Juazeiro – campeão Baiano do interior em 2001
-Além Paraiba de Minas Gerais
-Colo Colo de Ilhes – Campeão Baiano em 2006
-Vitória –  se contundiu logo quando chegou, passou 7 meses no clube , mas não jogou.
-Itabuna – 3º lugar no baiano de 2008
-Gama de Brasilia – passagem rápida
-ASA de Arapiraca
-Galícia
-Bahia de Feira
-Ipitanga
-Guarani de Divinópolis – campeão mineiro da 2ª divisão em 2010 (módulo B).

Sandro encerrou a carreira com 28 anos no Guarani de Divinópolis por que voltou a sentir a mesm contusão  quando estava no Vitória, “voltei a sentir o púbis, era muita dor, ai resolvi fazer um acordo com os caras e vim embora”.

TÍTULOS
Campeão Baiano do Interior em 2001 pelo Juazeiro
Campeão Baiano em 2006 pelo Colo Colo
Campeão do Módulo B em Minas pelo Guarani de Divinópolis

ENTREVISTA

TÍTULO DO BAIANO EM 2006 
É um título inesquecível, pois ser campeão baiano por um time do interior e contra um time grande, é bom demais. Este título ficou marcado na minha vida, foi um ano muito bom, ganhei como o melhor volante do campeonato, ganhei o troféu Armando Oliveira la na Federação Baiana e ganhei o campeonato (risos);

2006 CAMPEÃO BAIANO E MELHOR VOLANTE DO CAMPEONATO – 2013 CAMPEÃO COITEENSE E MELHOR VOLANTE DO CAMPEONATO
É uma experiência diferente, mas que é prazerosa também, eu nunca tive essa experiencia. Eu sair muito novo daqui e nem na seleção de Coité joguei, é por isso que muitos não me conhecem, mas foi muito bom ganhar um título por minha comunidade.

TIME DO UNIÃO CAMPEÃO COITEENSE
Nossa comunidade estava há um bom tempo sem participar de competições, então resolvemos se unir e fazer um time e colocar no coiteense, olha comecei como dirigente, depois treinador e acabei como jogador, mesmo sentindo o joelho, mas foi muito bom participar pela primeira  vez do campeonato coiteense, de ter a experiência de dirigente, deser treinador e atleta e ser campeão de um campeonato bem organizado e motivador, (risos) eu voltei a ter a ansiedade de atleta.

ORGANIZAÇÃO DO UNIÃO JUAZEIRENSE
Olha, estava parado há uns 4 anos e nem treinava ai fizemos uma reunião para colocar o time no campeonato para competir, o pensamento era movimentar a comunidade, não era o título, mas começamos e todos se dedicando fizemos algo organizado e depois vimos que dava para chegar (risos) como chegamos.

FUTURO DE SANDRO NO FUTEBOL, PODE SER UM TREINADOR
Veja bem, nunca pensei nisso, até por que é preciso de cursos e mais cursos, eu conheço muitas coisas, mas falta a teoria. Eu até tomei um curso de treinador que aconteceu aqui, mas somente por curiosidade e para obter mais conhecimentos, mas não para seguir a carreira de treinador. Vou continuar ai em Juazeirinh, vou esperar um dia após o outro e estarei juntos com os meninos ajudando no futebol da comunidade, vamos nos preparar para o próximo coiteense e vamos tentar ser melhores que este ano.

MENSAGEM PARA A GAROTADA QUE SONHA EM SER UM JOGADOR DE FUTEBOL PROFISSIONAL
Olha antes da mensagem eu quero dizer que exite uma estatística que apresenta 5% dos atletas profissionais ganham muito dinheiro, mais de 80% dos atletas profissionais ganham apenas um salário mínimo, (risos) e quando recebe.
Digo a essa garotada que leve a sério os treinamentos, dê o máximo de si para que possa surgir aqui em Coité outro Wallace, Wandik, Rau e outros que levaram e levam o nome de Coité por ai.
Então a mensagem que deixo para essa garotada é que joguem bola, se dedique mesmo, mas não deixe de estudar, o estudo é muito importante”


Redação Esporte Sisal

terça-feira, 1 de outubro de 2013

2ª parte - História de um Campeão - Rau

Segunda parte - Primeira parte foi publicado no domingo

O ATACANTE SAMARONE DE COITÉ FESTEJOU MUITO UM GOL QUE FEZ EM CIMA DE VOCÊ
“Samarone era um cara muito chato jogando bola (risos), ele marcou um gol contra o Bahia, ele defendia o Galicia, a gente estava ganhando de 1 a 0 e ele conseguiu empatar a partida e no intervalo ele falou comigo – pai te dou duzentos reais para deixar eu marcar outro gol, (risos) ai na segunda etapa tive que baixar a porrada nele, até rasgou a chuteira dele, no final do jogo a gente fez o gol da vitória. Mas teve outra partida que dei o troco ele estava no São Francisco do Conde nós estavamos ganhando de 2 a 1 e no final do jogo aconteceu um pênalti e Samarone foi cobrar ai falei com Borges o canto que ele batia, por sinal ele cobrou muito bem, mas o nosso goleiro defendeu. Ele saiu chorando dizendo que o gol era para a mãe dele, pois era dia das mães ai disse a ele, a minha mãe esta feliz com a nossa vitória (risos)”.

ATACANTE MAIS DIFÍCIL DE MARCAR
“O jogador mais difícil  que encontrei de marcar foi o Edmundo, o animal, ele é muito rápido, é chato e não corria de pancada (risos). No encontro CSA e Vasco pela copa do Brasil ele fez o gol de empate de 3 a 3 ai ele pegou a bola e jogou em mim e saiu  mim chamando de perna torta, mas no São Januario eu tirei um gol dele em cima da linha que era a classificação deles, Edmundo mim xingou todo, mas nós eliminamos o Vasco. O ultimo encontro que tive com ele foi no Brasileiro de 94 contra o Palmeira no final do jogo pedir para trocar a camisa com ele e o mesmo disse que não”.

TIME QUE ATUOU E NÃO RECEBEU
“Tem alguns times que mim devem até hoje, mas o que não mim pagou nada foi o Ipiranga aqui da Bahia”

Time do Bahia de Junior de 1988
Em Pé: Nilton Mota, Bermeval, Celio, Mailson, Marcelo Jorge, Zanatinha, RAU, Cezar ( de Mairi), Normando, Ercolis, Dr. Marcos e Pericles Chamusca.
Agachados: Joilton (de Coité), Alexandre, Mojan, Duda, Vinicius, Mazinho (Casado em Coité), He-man, Satur, André Bode e Gilson Porto.

ABC tricampeão em 1999
Em pé - Marção, Ivanildo, RAU, Anderson, Shumak, Piá
Agachado: Ivanildo, Tecy, Sergio Alves e Robgol.

 Jogo entre Santa Cruz e Volta Redonda - o zagueiro Rau fez o gol da vitoria do Santa e rebaixou o Fluminense do Rio, pois o Flu torcia para para o time de Recifre não vencer.

 Atacante Serrinha e o Zagueiro Rau

Primeiro time que atuou depois que saiu do Bahia - Treze de Campina Grande

Final do Campeonato coiteense de Futebol 2013 - " estou pronto para ajudar o esporte de Conceição do Coité"


sábado, 28 de setembro de 2013

Historia de um campeão


NOME – José Carneiro de Araujo
APELIDO – Rau
IDADE – 44 anos
NATURAL – Conceição do Coité

HISTÓRIA DE UM CAMPEÃO
Chegou no Esporte Clube Bahia com 14 anos junto com mais dois coiteenses, Joilton (empresário em Feira de Santana) e Cezinha ( comerciante em Coité).
Rau, foi um dos primeiros jogadores da base do Bahia a conquistar um título Baiano no time de cima, ou seja, no profissional com 17 anos e ele fez parte e jogou no time que conquistou o titulo estadual em 1987.
Após o título de 1991 ( segundo da sua carreira profissional) foi transferido para o CSA de Alagoas por onde jogou 3 anos e depois foi emprestado para o Fluminense do Rio, ai começaram as transferências que resultou em  vestir a camisa de 18 clubes inclusive uma na Corea do Sul.

TIMES QUE JÁ PASSOU
Bahia
CSA
Fluminense do Rio
Fluminense / Feira
Treze de Campina Grande
Caldense / MG
Ulsan Hyundai da Corea do Sul
Desportivo de Bento Gonçalves / RS
Pitigua de Moçoro
Santa Cruz
ABC de Natal

Ipiranga da Bahia
Corinthians de Caicó
Porções da Bahia
Fortaleza
Itabaiana / SE
Nacional de São Paulo
Mamoré / MG


TITULOS

  • Tricampeão Juvenil no Bahia;
  • Hexacampeão Junior no Bahia;
  • Bicampeão no profissional do Bahia – em 87 e 91
  • Tricampeão Potiguá – Rio Grande do Norte – pelo ABC de Natal
  • Campeão pelo Desportivo de  Bento Gonçalves – titulo conquistado junto com Vandik.

GOLS IMPORTANTES
Gol do titulo: final do juvenil de 85,88 e 89;
Gol na final da seletiva jogando pelo Fluminense de Feira – 90 e 98
Gol que rebaixou o Fluminense do Rio para a 3ª divisão em 98 jogando pelo Santa Cruz – Santa Cruz 1X0 Volta Redonda – vitória do Santa rebaixou o Fluminense;
Gol no 1º jogo da final do 2º turno no ACB de Natal.

JOGO INESQUECÍVEL
“Foram vários jogos Santa Cruz e Volta Redonda – o meu técnico estava chateado por que reclamei do meu salário que estava atrasado e ele mim colocou no banco, mas a torcida e a diretoria não concordavam ai tive a oportunidade de entrar e fiz o gol que rebaixou o Fluminense. Dei o troco  para o time do Rio, pois quando passei lá em 1994 eles ficaram sem mim pagar” falou o zagueiro Rau. Outra partida que foi inesquecível foi o Fla -Flu em 94 no Maracanã com 50 mil torcedores e o Fluminense venceu por 2X0 com os gols de Mario Tilico e Elzo.
Fluminense 2-0 Flamengo
Gols: Mário Tilico e Ézio
Fluminense: Ricardo Cruz, Alfinete, Rau, Luis Eduardo e Branco; Jandir, Luis Antônio, Luis Henrique e Cláudio; Mário Tilico e Ézio. Técnico: Delei. (entrou Lira).
Flamengo: Gilmar, Charles Guerreiro (Henrique), Gelson, Rogério e Marcos Adriano; Fabinho, Marquinhos, Marco Antonio Boiadeiro e Valdeir; Sávio e Charles Baiano. Técnico: Junior


JOGO QUE NÃO FAZ QUESTÃO DE LEMBRAR
“ Rapaz aconteceu no CRB contra o Ipanema Atlético Clube em uma partida decisiva eu fiz um gol contra e no final do jogo ainda perdi um pênalti, aquela semana foi horrível para mim, por que estava querendo sair do Clube e aconteceu isso, mas recebi apoio tanto do grupo quanto da torcida. Eu recebi um chefe de torcida que disse que todos estavam do meu lado e isso fez com que eu fui para o segundo jogo com muita confiança. O bom da história e que na partida nós vencemos por 2X0 e eu marquei o segundo gol e deu  a classificação ao CSA”

O FUTEBOL INJUSTO?
“Existe, tem proteção,  existe malandragem, mas eu não posso reclamar do futebol não por que graça a Deus eu sempre fui um guerreiro sempre passei por cima dos obstáculos  através de treinamentos, muito trabalho e sempre mim dei bem com as torcidas por onde passei”

FUTURO DE RAU
Hoje como chefe do Departamento de Esporte, pretendo trabalhar com a garotada, quero incentivar e descobrir talentos, sabemos que Coité tem esse dom de fabricar atletas então através de campeonatos que a gente pretende fazer quem sabe aparece talentos para levar o nome da cidade como eu levei e outros levaram e estão levando”

JÁ PASSOU NA CABEÇA SER TREINADOR
Já pensei sim em ser um treinador de futebol, já que tenho um experiência no ramo eu pretendo um dia ser um treinador de futebol”
FILHOS VAI SEGUIR A PROFISSÃO DO PAI?
“ (risos) é tem uma promessa ai Rawan já esta atuando, disputando Intermunicipal, Breno não quer nada com a bola, mas tem o mais novo, o Caio, que já esta se destacando nas escolinhas aqui em Coité”

RAWAN – POR QUE GOLEIRO?
“(risos) ele quando era mais novo tinha uma boa estatura, mas não tinha jeito para a linha, tem uma história interessante no Rio Grande do Sul os colegas perguntaram e ai Rau esse vai dar para a bola, ai disse que não iria colocar para estudar. Os colegas chamaram e jogaram uma bola e ele saiu correndo e acabou caindo e foi aquela resenha, ai resolver  testar ele no gol já que tem uma boa estatura e como goleiro é treinamento e ele é dedicado vamos ver o que vai dar”

RAU PARTICIPOU DA MAIOR GOLEADA DO FLUMINENSE EM CIMA DO BOTAFOGO NA ERA DO FUTEBOL PROFISSIONAL

Em 29 de abril de 1994 no Maracanã quase vazio., apenas 3.230 torcedores presenciaram a goleada de 7 a 1 para o Fluminense em um jogo válido pelo quadrangular final do campeonato carioca. Já aconteceram outras goleadas como 8 a 0 em 16/05/1906 e 8 a 1 em 21/04/1914.
Ficha Técnica
29/04/1994 - Fluminense 7 x 1 Botafogo
Local: Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro).
Motivo: Campeonato Carioca de 1994 - Quadrangular Final.
Público: 3.230 pagantes.
Renda: Cr$ 16.052.000,00.
Árbitro: Jorge Travassos (RJ).
Fluminense: Ricardo Cruz; Alfinete, Rau, Luís Eduardo e Branco; Jandir, Cláudio, Luís Antônio e Luís Henrique (Wallace); Mário Tilico e Ézio. Técnico: Delei.
Botafogo: Wagner; Perivaldo, Márcio Theodoro, Rogério Pinheiro e Eduardo; Nélson, Fabiano (Grizzo), Sérgio Manoel e Bob; Reginaldo (Marcelo) e Túlio. Técnico: Dé.
Gols: Ézio, aos 6' do 1º tempo (1-0); Luís Henrique, aos 8' do 1º tempo (2-0); Ézio, aos 18' do 1º tempo (3-0); Luís Antônio, aos 24' do 1º tempo (4-0); Grizzo, aos 36' do 1º tempo (4-1); Mário Tilico, aos 25' do 2º tempo (5-1); Luís Antônio, aos 30' do 2º tempo (6-1); e Branco, aos 34' do 2º tempo, de pênalti (7-1).