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Criações Dramatúrgicas
Esses são os espetáculos que garantem ao Tá na Rua um espaço permanente de criação de uma nova dramaturgia, aberta, que permita constante integração do público e que o grupo reconhece como essencial para as transformações que se fazem necessárias no processo de fortalecimento de um teatro condizente com o nosso tempo.
Desde suas primeiras incursões no espaço aberto das ruas, o Tá na Rua vem se especializando no ofício arriscado, perigoso e prazeiroso de desenvolver em plena praça pública e com a participação popular, os seus espetáculos improvisados a partir de um roteiro apenas rapidamente elaborado, utilizando textos que não são escritos para teatro e que se tornam excelentes pré-textos, permitindo uma extensa investigação a respeito das questões da dramaturgia, do espaço.Com isso o grupo desenvolveu instrumental capaz e suficiente para a tarefa que ora se propõe: levar à rua um assunto e desenvolver, ao longo do tempo e dos espaços visitados, um espetáculo capaz de contribuir de maneira relevante para a transformação das relações e para a construção de uma nova realidade cultural e um outro futuro para o país. Um espetáculo que possa se dar em qualquer espaço para qualquer pessoa, sem distinção de nenhuma espécie. O que faz do teatro, nos seus melhores momentos, o realizador mais eficaz dos sonhos da Utopia desejada pelos homens.
Homens e mulheres: a ópera
Com uma seqüência de músicas pertencentes ao cancioneiro popular brasileiro, o Tá na Rua escreve uma história de amor e estabelece uma discussão profunda, mas muito lúdica, sobre as questões que envolvem as relações de afeto entre homens e mulheres.
Para que servem os pobres?
O espetáculo desenvolvido a partir de texto do sociólogo americano Herbert Ganz, citado por Barrie Stacey em seu livro Psicologia e Desigualdade Social. Nele, Ganz aponta as funções "positivas" que a pobreza e os pobres preenchem para o resto da sociedade americana, sobretudo as secões afluentes e ricas.
Desenvolvido pelo grupo desde 1992, quando foi apresentado no VI Festival Íbero-Americano (FIT), em Cadiz (Espanha) e na Expo-92, em Sevilha (Espanha), esse é um trabalho ainda em processo e que se compõe atualmente, de duas partes: A primeira, constituída por O que é um pobre?, onde se expõe tudo que caracteriza as pessoas das camadas inferiores da sociedade: hábitos, linguajar, sexualidade, organização familiar, divertimentos, religiosidade e "crendices" e que torna possível o seu reconhecimento imediato. A segunda, desenvolvida pela encenação de quadros independentes: Quem roubou o meu relógio?, A dama que dá e A pirâmide social, materializa teatralmente a serventia social dos pobres.
Em janeiro/ 1998, Para que servem os pobres? foi realizado no Encontro de Teatro Popular Latino-Americano ENTEPOLA 98, em Santiago (Chile), para uma platéia de mais de 4.000 pessoas. |